segunda-feira, 28 de abril de 2014

Daniel 2 – Um sonho revela o Fim



     O Apocalipse é em verdade a revelação dada por Cristo que abre o entendimento para todos os demais livros da Bíblia. Todavia, como trata de profecias, ele revela de uma forma especial as profecias do livro de Daniel. Podemos dizer que, enquanto Daniel é a profecia, Apocalipse é a revelação. Assim, para que tenhamos um melhor entendimento do livro de Apocalipse, é bom que entendamos as profecias do livro de Daniel. Com este propósito, estudaremos, na lição de hoje, o capítulo 2 de Daniel.
     Iniciamos com uma leitura dos versos 1 a 25 desse capítulo:
     “No segundo ano do reinado de Nabucodonosor, teve este um sonho; o seu espírito se perturbou, e passou-se-lhe o sono. Então, o rei mandou chamar os magos, os encantadores, os feiticeiros e os caldeus, para que declarassem ao rei quais lhe foram os sonhos; eles vieram e se apresentaram diante do rei. Disse-lhes o rei: Tive um sonho, e para sabê-lo está perturbado o meu espírito. Os caldeus disseram ao rei em aramaico: Ó rei, vive eternamente! Dize o sonho a teus servos, e daremos a interpretação. Respondeu o rei e disse aos caldeus: Uma coisa é certa: se não me fizerdes saber o sonho e a sua interpretação, sereis despedaçados, e as vossas casas serão feitas monturo; mas, se me declarardes o sonho e a sua interpretação, recebereis de mim dádivas, prêmios e grandes honras; portanto, declarai-me o sonho e a sua interpretação. Responderam segunda vez e disseram: Diga o rei o sonho a seus servos, e lhe daremos a interpretação. Tornou o rei e disse: Bem percebo que quereis ganhar tempo, porque vedes que o que eu disse está resolvido, isto é: se não me fazeis saber o sonho, uma só sentença será a vossa; pois combinastes palavras mentirosas e perversas para as proferirdes na minha presença, até que se mude a situação; portanto, dizei-me o sonho, e saberei que me podeis dar-lhe a interpretação. Responderam os caldeus na presença do rei e disseram: Não há mortal sobre a terra que possa revelar o que o rei exige; pois jamais houve rei, por grande e poderoso que tivesse sido, que exigisse semelhante coisa de algum mago, encantador ou caldeu. A coisa que o rei exige é difícil, e ninguém há que a possa revelar diante do rei, senão os deuses, e estes não moram com os homens.
     Então, o rei muito se irou e enfureceu; e ordenou que matassem a todos os sábios da Babilônia. Saiu o decreto, segundo o qual deviam ser mortos os sábios; e buscaram a Daniel e aos seus companheiros, para que fossem mortos. Então, Daniel falou, avisada e prudentemente, a Arioque, chefe da guarda do rei, que tinha saído para matar os sábios da Babilônia. E disse a Arioque, encarregado do rei: Por que é tão severo o mandado do rei? Então, Arioque explicou o caso a Daniel. Foi Daniel ter com o rei e lhe pediu designasse o tempo, e ele revelaria ao rei a interpretação.
     Então, Daniel foi para casa e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros, para que pedissem misericórdia ao Deus do céu sobre este mistério, a fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem com o resto dos sábios da Babilônia. Então, foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite; Daniel bendisse o Deus do céu. Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus, de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder; é ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos inteligentes. Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz.
      A ti, ó Deus de meus pais, eu te rendo graças e te louvo, porque me deste sabedoria e poder; e, agora, me fizeste saber o que te pedimos, porque nos fizeste saber este caso do rei.
     Por isso, Daniel foi ter com Arioque, ao qual o rei tinha constituído para exterminar os sábios da Babilônia; entrou e lhe disse: Não mates os sábios da Babilônia; introduze-me na presença do rei, e revelarei ao rei a interpretação. “Então, Arioque depressa introduziu Daniel na presença do rei e lhe disse: Achei um dentre os filhos dos cativos de Judá, o qual revelará ao rei a interpretação.” Daniel 1:1-25
     Resumidamente, a história que lemos até aqui conta que o rei Nabucodonosor teve um sonho que o perturbou, mas ao acordar não se lembrava dele. Desejoso de saber qual era o sonho e o seu significado, consultou os seus magos e astrólogos, pedindo a eles que lhe dissessem qual fora o sonho que ele esquecera e a interpretação. Os magos disseram que não podiam contar ao rei qual fora seu sonho. Então, o rei compreendeu que os magos e astrólogos que ele consultava não tinham sabedoria do céu, mas de fato eram enganadores. Chegou a dizer aos magos que em realidade percebia que eles preparavam palavras mentirosas para lhe contar. Enfurecido com isso, o rei decidiu matar os sábios. Todavia, havia entre eles homens tementes a Deus – Daniel e seus companheiros. Estes oraram ao Deus do céu, e Ele deu a Daniel o sonho do rei e a interpretação. Então, Daniel pediu uma audiência com o rei, a qual lhe foi concedida. Continuamos a ler a história na sequência do texto:
     “Respondeu o rei e disse a Daniel, cujo nome era Beltessazar: Podes tu fazer-me saber o que vi no sonho e a sua interpretação? Respondeu Daniel na presença do rei e disse: O mistério que o rei exige, nem encantadores, nem magos nem astrólogos o podem revelar ao rei; mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios, pois fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser nos últimos dias.” Daniel 2:26-28
     No texto acima, vemos que Daniel disse ao rei que, por meio do seu sonho, Deus lhe havia revelado o que iria acontecer nos “últimos dias”. O que significa a expressão “últimos dias” na Bíblia? Para que tempo ela aponta? Para os últimos dias da história da Terra. Em II Timóteo capítulo 3 o Senhor diz que haveria tempos “difíceis” nos últimos dias. E não são tempos difíceis estes nos quais estamos vivendo? Desemprego, roubos, assassinatos, aquecimento global, injustiça social, todas estas coisas ocorrem em nossos dias, e mostram que de fato vivemos nos últimos dias nos quais haveria tempos difíceis. Portanto, quando vemos que o profeta Daniel foi inspirado a dizer que o sonho do rei revelava o que ocorreria nos últimos dias, entendemos que este sonho revelaria o que ocorreria nos dias nos quais estamos vivendo. Assim, a interpretação da profecia interessa a nós hoje. Prossigamos com a leitura do texto bíblico:
     “O teu sonho e as visões da tua cabeça, quando estavas no teu leito, são estas: Estando tu, ó rei, no teu leito, surgiram-te pensamentos a respeito do que há de ser depois disto. Aquele, pois, que revela mistérios te revelou o que há de ser. E a mim me foi revelado este mistério, não porque haja em mim mais sabedoria do que em todos os viventes, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei, e para que entendesses as cogitações da tua mente. Tu, ó rei, estavas vendo, e eis aqui uma grande estátua; esta, que era imensa e de extraordinário esplendor, estava em pé diante de ti; e a sua aparência era terrível.” Daniel 2:28-31
     Daniel relata ao rei que ele havia visto em seu sonho uma “grande estátua”, e a aparência dela era “terrível”. Já vimos que o sonho do rei revelaria o que ocorreria nos nossos dias. No sonho, o profeta revela que o rei viu uma estátua. A estátua era o símbolo que Deus escolheu para revelar o que ocorreria nos nossos dias. E a Palavra revela que a “aparência” da estátua era “terrível”. Isso mostra que, nos últimos dias, os dias nos quais vivemos, enfrentaríamos, não tempos fáceis de bonança e prosperidade, mas tempos difíceis, terríveis. guerras, fomes, tsunamis, terremotos em toda parte, crises políticas e sociais que os jornais e a televisão relatam diariamente mostram que os tempos atuais correspondem exatamente à descrição da aparência da estátua dada na profecia: “terrível”. Seguimos com a leitura:
     “A cabeça era de fino ouro, o peito e os braços, de prata, o ventre e os quadris, de bronze; as pernas, de ferro, os pés, em parte, de ferro, em parte, de barro. Quando estavas olhando, uma pedra foi cortada sem auxílio de mãos, feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou. Então, foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a palha das eiras no estio, e o vento os levou, e deles não se viram mais vestígios. Mas a pedra que feriu a estátua se tornou em grande montanha, que encheu toda a terra. Este é o sonho; e também a sua interpretação diremos ao rei.” Daniel 2:32-36
     No texto acima, vemos que Daniel descreveu a estátua que o rei viu em seu sonho. A terrível estátua era feita por diferentes materiais, a saber:

Cabeça – Ouro

Peito e Braços – Prata

Ventre e quadris – Bronze

Pernas – Ferro

Pés  – Ferro e Barro
PARTE DA ESTÁTUA COMPOSIÇÃO
Cabeça Ouro
Peito e braços Prata
Ventre e quadris Bronze
Pernas Ferro
Pés Ferro e Barro
     A seguir, o profeta Daniel começa a relatar qual é o significado de cada uma das partes da estátua que o rei viu no sonho:
     “Tu, ó rei, rei de reis, a quem o Deus do céu conferiu o reino, o poder, a força e a glória; a cujas mãos foram entregues os filhos dos homens, onde quer que eles habitem, e os animais do campo e as aves do céu, para que dominasses sobre todos eles, tu és a cabeça de ouro.” Daniel 2:37 e 38
     Notem que o profeta diz ao rei: “Tu, ó rei… tu és a cabeça de ouro”. Quem era o rei com qual Daniel estava falando? Os versos 27 e 28 revelam:
     “Respondeu Daniel na presença do rei e disse:… há um Deus no céu, o qual revela os mistérios, pois fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser” Daniel 2:27 e 28
     Daniel disse ao rei Nabucodonosor: “tu és a cabeça de ouro”. Nabucodonosor era rei de que nação, nesse momento? Em Daniel 1:1, encontramos a resposta:
     “No ano terceiro do reinado de Jeoaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei da Babilônia, a Jerusalém” Daniel 1:1
     Nabucodonosor era rei da Babilônia. Sendo o rei, ele era o representante máximo do reino da Babilônia. Por isso, ao interpretar o símbolo da cabeça da estátua, Daniel disse ao rei: “tu és a cabeça de ouro”. A cabeça da estátua representava o reino da Babilônia, do qual Nabucodonosor era o rei. O profeta segue com a interpretação:
     “Depois de ti, se levantará outro reino, inferior ao teu” Daniel 2:39
     O texto acima mostra que o profeta deixou claro para o rei que o reino de Babilônia não duraria para sempre. Naquela época, Babilônia dominava todo o mundo conhecido de então. Era um império mundial. Foi representada pela cabeça de ouro da estátua. Mas, ao seguir com a interpretação dos símbolos, o profeta declara que um reino “inferior ao teu”, ou seja, inferior a Babilônia, levantar-se-ia. Quando olhamos para a figura da estátua vemos que o que se segue à cabeça de ouro são o peito e braços de prata. A prata é um metal inferior ao ouro. Nas competições atuais, a medalha de ouro é dada ao primeiro lugar, enquanto a de prata é dada ao segundo. Isso porque a prata é inferior ao ouro. Quando o profeta diz que um reino inferior ao de Babilônia se levantaria depois dela, ele está se referindo ao reino representado pela prata – ao peito e os braços da estátua. Quem foi este reino que se levantou em lugar de Babilônia? A Bíblia nos revela, no capítulo 5 de Daniel:
     “Enquanto Belsazar bebia e apreciava o vinho, mandou trazer os utensílios de ouro e de prata que Nabucodonosor, seu pai, tirara do templo, que estava em Jerusalém” Daniel 5:2
     O capítulo 5 de Daniel nos relata uma história de Belsazar. O verso acima, falando dele, diz: “Nabucodonosor, seu pai”. Mostra que Belsazar era filho, descendente de Nabucodonosor. Se ele, o descendente de Nabucodonosor estava ainda no poder, no verso acima, estávamos ainda no reinado de Babilônia. Nabuconodosor havia morrido, e Belsazar, um descendente dele, estava no poder. Continuaremos agora a ler o capítulo 5 de Daniel, e verificar o que aconteceu então:
“Ó rei! Deus, o Altíssimo, deu a Nabucodonosor, teu pai, o reino e grandeza, glória e majestade… Tu, Belsazar, que és seu filho, não humilhaste o teu coração, ainda que sabias tudo isto. E te levantaste contra o Senhor do céu… Então, da parte dele foi enviada aquela mão que traçou esta escritura… Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou Deus o teu reino e deu cabo dele. … PERES: Dividido foi o teu reino e dado aos medos e aos persas.” Daniel 5:18, 22-24, 26, 28
     Referindo-se ao rei Belsazar, rei da Babilônia, a Palavra diz acima: “contou Deus o teu reino e deu cabo dele”. Este texto mostra que o reino de Belsazar chegara ao final. Em seguida, Deus disse: “dividido foi o teu reino e dado aos medos e aos persas”. O Senhor mostra qual foi o império que assumiria o controle da Babilônia: “medo persa”, dos medos e persas. A Palavra termina dizendo:
     “Naquela mesma noite, foi morto Belsazar, rei dos caldeus… . E Dario, o medo, com cerca de sessenta e dois anos, se apoderou do reino.” Daniel 5:30 e 31
     O texto acima confirma que o rei da Babilônia perdeu seu reinado, pois foi morto, e Dario, dos medos e persas, apoderou-se do reino. Vemos, portanto, que o império de Babilônia terminou e deu lugar aos medos e persas. O império medo-persa é, portanto, aquele representado pela parte da estátua que se segue à cabeça – o peito e braços de prata. E o profeta Daniel segue revelando o simbolismo da estátua:
     “Depois de ti, se levantará outro reino, inferior ao teu, e um terceiro reino, de bronze, o qual terá domínio sobre toda a terra.” Daniel 2:39
     O verso acima mostra que, depois do império medo persa, se levantaria “um terceiro reino”. Este reino, segundo o relato acima, teria “domínio sobre toda a terra”. Quem era esse reino que se levantaria em lugar da Medo Pérsia, e teria grande domínio? Encontramos no próprio livro de Daniel a resposta:
     “Eu tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas; e, saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia… Agora, eu te declararei a verdade: eis que ainda três reis se levantarão na Pérsia, e o quarto será cumulado de grandes riquezas mais do que todos; e, tornado forte por suas riquezas, empregará tudo contra o reino da Grécia. Depois, se levantará um rei poderoso, que reinará com grande domínio Daniel 10:20; 11:2 e 3
      O texto acima relata palavras do anjo Gabriel pronunciadas ao profeta Daniel. Nele, o anjo revela para Daniel: “Eu tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas”. Vemos então que, nesse tempo no qual o anjo está falando com o profeta Daniel, está no poder o império Medo Persa – por isso ele diz que vai pelejar contra o príncipe dos “persas”. Mas ele então diz: “saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia”. Ele revela a Daniel que, em um tempo futuro, viria o príncipe da “Grécia”. Seria a Grécia o reino que substituiria o império Medo Persa? O anjo confirma isso, dizendo:
     “eis que ainda três reis se levantarão na Pérsia, e o quarto… empregará tudo contra o reino da Grécia”. O anjo relata que haveria uma guerra entre o império Persa e a Grécia. Quem seria o vencedor deste conflito? A resposta está nas palavras do anjo que se seguem: “Depois, se levantará um rei poderoso, que reinará com grande domínio”. Obviamente, este rei que se levantaria e reinaria “com grande domínio” seria o vencedor do conflito. Daniel 2 esclarece que este reino, vencedor do conflito, que reinaria com grande domínio era o terceiro reino:
     e um terceiro reino, de bronze, o qual terá domínio sobre toda a terra.” Daniel 2:39
     A Medo Pérsia foi o segundo reino – o que se seguiu ao primeiro, representado pela cabeça de ouro – Babilônia. Portanto, uma vez que a Medo Pérsia era o segundo reino, a Grécia era o terceiro reino, que venceu a Pérsia na batalha e teve “domínio sobre toda a terra”, como disse o profeta Daniel no capítulo 2. O profeta ainda disse qual era o metal que representava o terceiro reino:
     “e um terceiro reino, de bronze” Daniel 2:39.
     Olhando para a figura da estátua à página 3 [atualizar esta informação], vemos que seu ventre e quadris eram de bronze. Esta era a terceira parte da estátua. A Grécia representava, portanto, a terceira parte da estátua – os ventres e quadris de bronze. Na sequência do relato de Daniel 2, vemos que o profeta continua interpretando o simbolismo da estátua:
     “O quarto reino será forte como ferro; pois o ferro a tudo quebra e esmiúça; como o ferro quebra todas as coisas, assim ele fará em pedaços e esmiuçará.” Daniel 2:40
     O texto diz que o quarto reino, ou seja, o que se seguiria à Grécia, seria como ferro e “esmiuçaria”. Esmiuçar significa reduzir a pó, moer. A Bíblia nos fala de alguém que seria moído:
     “Certamente, Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades” Isaías 53:4- 5
     Vemos que o texto acima fala de Jesus, Aquele que tomou sobre Si nossas enfermidades e nossas dores, e foi “moído” pelas nossas iniquidades. Quem foi o reino que por mão de seu governador traspassou e “moeu” a Jesus?
     “Então, por isso, Pilatos tomou a Jesus e mandou açoitá-lo. Os soldados, tendo tecido uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e vestiram-no com um manto de púrpura.” João 19:1 e 2
     Pilatos e seus soldados estavam a serviço do Império Romano. Roma foi o império de ferro, que crucificou nosso Salvador por meio de seus soldados e governantes. Roma era o império representado pelas pernas de ferro, que se seguiu à Grécia. Seguimos com a interpretação do sonho em Daniel 2:
     “Quanto ao que viste dos pés e dos artelhos, em parte, de barro de oleiro e, em parte, de ferro, será esse um reino dividido; contudo, haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo. Como os artelhos dos pés eram, em parte, de ferro e, em parte, de barro, assim, por uma parte, o reino será forte e, por outra, será frágil.” Daniel 2:41 e 42.
     Após as pernas, vêm os pés da estátua. Até aqui vimos que cada parte da estátua representa um reino que se seguiu ao correspondente à  parte anterior da estátua. O peito e os braços de prata representam o reino que se seguiu àquele representado pela cabeça. O quadril e o ventre de bronze representam o reino da Grécia, que se seguiu ao reino representado pelo peito e braços – a Medo Pérsia. As pernas representavam o reino que se seguiu à Grécia, representada pelo quadril e ventre – Roma. Esta é a ordem da interpretação da estátua. Cada parte dela representa o reino que se seguiu ao reino representado pela parte anterior. Assim, os pés, descritos por Daniel no texto acima, representam o reino que se seguiu ao reino representado pelas pernas da estátua. Representam, portanto, o reino que se seguiu ao império de Roma.
     Daniel disse que os pés representam um “reino dividido”. Até aqui, cada uma das partes da estátua era representada por apenas um material – a cabeça era só de ouro, o peito e braços eram só de prata, o quadril e o ventre eram só de bronze e as pernas eram só de ferro. Isso era assim porque cada uma das partes representava um império mundial. Um império só dominava todo o mundo conhecido. Já os pés da estátua são feitos de dois materiais. O profeta diz: “Quanto ao que viste dos pés e dos artelhos, em parte, de barro de oleiro e, em parte, de ferro”. Os pés e os dedos dos pés da estátua eram de ferro e barro. Referindo-se a eles, o profeta diz: “será esse um reino dividido”. A divisão de partes de ferro e partes de barro da estátua mostra que eles representavam que, o reino que se seguiria ao representado pelas pernas, Roma, não seria um império mundial como o foram Roma e os reinos anteriores. Várias nações comporiam este reino. De fato, a história conta que o império romano foi destruído pelas invasões das dez tribos bárbaras da Europa, que eram:
Povos Bárbaros      Nomes Atuais
Anglo-Saxões Ingleses
Alamanos Alemães
Francos Franceses
Burgúndios Suíços
Lombardos Italianos
Visigodos Espanhóis
Suevos Portugueses
Hérulos ——————-
Vândalos ——————-
Ostrogodos ——————-
     Sabemos que a Europa sempre foi um continente dividido. Suas diferentes nações nunca formaram um império mundial. Tal como a profecia dizia, este foi um “reino dividido”. Falando sobre este reino, o profeta ainda disse:
     “Como os artelhos dos pés eram, em parte, de ferro e, em parte, de barro, assim, por uma parte, o reino será forte e, por outra, será frágil” Daniel 2:42
     As palavras do profeta representam o que era e é até hoje a Europa. Algumas nações da Europa são consideradas potências, como o ferro, enquanto outras são mais fracas, como o barro. Na tabela que mostramos a pouco, vimos que as tribos bárbaras que destruíram o Império Romano deram origem a nações como Inglaterra (ingleses), Alemanha (alemães) e França (franceses), que são consideradas potências europeias, e deram também origem a outras nações, como Suíça (suíços), Portugal (portugueses) e Espanha (espanhóis), que não são consideradas potências – são países mais fracos. As nações fortes foram representadas pelo ferro, enquanto as nações mais fracas, pelo barro.
     Vemos que a interpretação da estátua de Daniel começou de cima para baixo, a partir da cabeça. Os reinos que se foram sucedendo se seguiram em ordem. O império de Babilônia, representado pela cabeça da estátua, iniciou-se no ano 605 a.C. (antes de Cristo); já Roma, o quarto império, representado pelas pernas da estátua, ascendeu ao poder no ano 168 a.C., e perdurou até o ano 476 d.C.. À medida que vamos descendo, interpretando as partes da estátua, vamos avançando no tempo. Note que, até aqui, tudo o que o profeta Daniel disse ao rei Nabucodonosor se cumpriu. A sequência de reinos predita pela estátua foi fielmente cumprida pela sequência de impérios que surgiram e dominaram a Terra. Veja o quadro abaixo:

CABEÇA DE OURO
605 A.C. – 539 A.C. PEITO = MEDO PÉRSIA
539 A.C – 331 A.C. VENTRE E COXAS = GRÉCIA
331 A.C – 168 A.C. PERNAS = IMP. ROMANO
168 A.C. – 476 A.D. PÉS = EUROPA NA SITUAÇÃO DE ROMA DIVIDIDA – 476 A.D. …
CORREÇÃO: é necessário efetuar uma correção de datas históricas. O texto acima (no parágrafo anterior) diz que o domínio romano iniciou-se em 128 a.C., entretanto, a figura acima coloca a data de 168 a.C.
Obs.: Há estudiosos que definem como sendo o período de Babilônia como sendo 606 A.C. à 538 A.C. Coloco isso para que vejam  esta questão.
     A exatidão do cumprimento dos símbolos nos eventos que já se passaram nos dá a certeza, a fé de que os eventos preditos relativos ao nosso tempo e ao tempo futuro se cumprirão com a mesma precisão. É importante termos isso em mente ao seguirmos com a interpretação dos símbolos vistos no sonho do rei em Daniel 2, uma vez que, na sequência da interpretação, o profeta revela o que ocorrerá no futuro próximo.
     Analisando mais detidamente o símbolo dos pés da estátua, podemos ver que há uma interessante conexão entre a profecia de Daniel 2 e a de Apocalipse 17. Assim como estudamos que a besta de Apocalipse 17 tinha dez chifres, os pés da estátua têm dez dedos. Já sabemos que o livro de Apocalipse é uma revelação do livro de Daniel. Assim, o símbolo dos dez chifres de Apocalipse 17 revela o símbolo dos dez dedos dos pés da estátua de Daniel 2. Em Apocalipse 17, o anjo assim explica os dez chifres:
     “Os dez chifres que viste são dez reis, os quais ainda não receberam reino, mas recebem autoridade como reis, com a besta, durante uma hora.”Apocalipse 17: 12
     Segundo o texto acima, os dez chifres representavam dez reis que, em um futuro próximo, darão autoridade à besta, o papa João Paulo II. Os dez chifres de Apocalipse 17 correspondem aos dez dedos da estátua. Se eles representam dez reis que receberão reino por uma hora e entregarão o seu poder ao papa João Paulo II em um futuro próximo (hoje estamos em 2007) [creio que o melhor seria que esta data fosse suprimida], os dez dedos da estátua correspondem a estes mesmos reis, os reis de uma Nova Ordem Mundial. Falando destes dez reis, o profeta Daniel disse:
     “Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre, como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. O Grande Deus fez saber ao rei o que há de ser futuramente. Certo é o sonho, e fiel, a sua interpretação.” Daniel 2:44 e 45
     O texto acima mostra que, “nos dias destes reis”, ou seja, nos dias dos reis representados pelos pés da estátua, algo ocorrerá. Quem são os reis representados pelos pés da estátua? As nações da Europa, como já vimos. Há quanto tempo elas já estão estabelecidas? Há séculos. E o que disse o Senhor que ocorreria no tempo em que estas nações estivessem estabelecidas, isto é, no tempo no qual nós vivemos? “Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído”. Que reino é esse que será levantado em nossos dias? O profeta, falando deste reino diz:
     “como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos” Daniel 2:44.
     O reino que será levantado por Deus nos nossos dias é um reino representado por uma pedra. Quem é representado pela pedra? A Bíblia esclarece: “E a pedra era Cristo.” I Coríntios 10:4. Cristo é a pedra. O fato de Daniel ter visto a pedra ser lançada “sem auxílio de mãos”, mostra que Cristo virá à Terra pela segunda vez, sem o auxílio do homem – virá enviado por Deus, Seu Pai. Quando isso ocorrerá? “Nos dias destes reis”, diz a profecia. Nos dias em que as nações da Europa já existirem. Já estamos nestes dias. Estamos portanto, no tempo da segunda vinda de Jesus. Cristo está voltando! A profecia ainda relata o que ocorrerá quando Ele vier a esta Terra:
     “esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro.” Daniel 2:44
     Todas as partes da estátua foram esmiuçadas, destruídas. As partes da estátua representavam, como já vimos, os diferentes reinos que se levantariam nesta Terra, neste mundo de pecado. Mas a pedra, Cristo Jesus, quando vier, destruirá todos os reinos levantados neste mundo de pecado. Diz o Senhor:
     “Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas.” Isaías 65:17
     Logo veremos o cumprimento destas palavras. Pronto finalizará a história deste mundo de pecado. Logo Jesus Cristo chegará a esta Terra pela segunda vez, para buscar aqueles que se prepararam para encontrá-Lo. Está você preparado? Você já se entregou sem reservas a Jesus? Já levou todos seus pecados a Ele? Ele está desejoso de te receber, com misericórdia e perdão. Diz Ele: “o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.” João 6:37. Venha para Ele hoje, enquanto é tempo, entregue para Ele os Seus pecados e siga a Ele, orando e estudando Sua palavra. Assim, Ele te preparará, e você poderá recebê-Lo de braços abertos quando Ele chegar a esta Terra.
     Que Deus te abençoe.

domingo, 27 de abril de 2014

O Terceiro Templo e o Anticristo



 Com o toque de shofar e de trombetas, foi declarado oficial o plano para a reconstrução do terceiro Templo de Jerusalém.

A Bíblia garante que, no final dos tempos, o templo judeu será reconstruído em Jerusalém. Será o Terceiro Templo:
  • O primeiro templo foi construído por Salomão e destruído em 586 A.C.
  • O segundo templo foi construído em 535 A.C. por autorização de Artaxerxes  e destruído em 70 D.C. pelos romanos.
O próprio Senhor Jesus assim disse, referindo-se ao templo como o lugar santo:
 
  •  Mateus 24:15."Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda [a isso];"
  •  Daniel 11:31:"E [na terra santa] braços serão colocados sobre ele, que profanarão o santuário e a fortaleza [espiritual], e tirarão o sacrifício contínuo [ofertas diárias de holocausto], estabelecendo abominação desoladora [provavelmente um altar para um deus pagão]."
  •  II Tessalonicenses 2:3-4: "Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia [ao menos que o grande e previsto dia da partida daqueles que professaram a fé para tornarem-se cristãos tenha chegado], e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição (condenação), O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus."

Desde que Israel reconquistou a parte oriental de Jerusalém na guerra dos seis dias (1967), o maior sonho do povo judeu é a reconstrução do templo. Há informações de que Israel há muito já dispõe de todo o material necessário, e que a obra será conduzida rapidamente, quando chegar a hora... O templo só não foi ainda reedificado porque na área do antigo templo está edificada a Mesquita do Domo da Rocha, dos mulçumanos. Falar em derrubar esta mesquita hoje em dia, seria o mesmo que declarar guerra aos árabes (mulçumanos)!

"Que a Tua vontade seja a rápida reconstrução do Templo em nossos dias..." Esse pedido a Deus, recitado três vezes ao dia nas orações judaicas, expressa um desejo que faz do Monte do Templo em Jerusalém os 35 acres potencialmente mais instáveis do mundo.[1]



Escavações  estão sendo feitas por baixo da área da esplanada do templo, os judeus já começam a acreditar que a área exata do antigo templo seria um grande pátio situado ao lado da Mesquita. Em se confirmando, o templo seria reerguido ao lado da Mesquita. Interessante é que esta área fica exatamente em frente ao Portão Dourado de Jerusalém, porta pela qual Jesus entrou sendo aclamado como Rei, no Domingo de Ramos. Os judeus lacraram este portão por entenderem que, quando o Messias vier, Ele entrará por esta porta.
Candelabro do terceiro Templo já está pronto e à mostra no Instituto do Templo
O líder dos Fiéis do Monte do Templo, Dr. Gershon Salomon, que é um dos defensores mais conhecidos e declarados de um templo reconstruído, afirma: Eu creio que essa é a vontade de Deus. Ele [o Domo da Rocha] deve ser retirado. Devemos, como sabem, removê-lo. E hoje temos todo o equipamento para fazer isso, pedra por pedra, cuidadosamente, embalando-o e enviando-o de volta para Meca, o lugar de onde veio.[2]

Afirmações  como essa estão carregadas de emoção e são defendidas com convicção. Qualquer atividade relativa ao Monte do Templo certamente criará o caos e trará reprovação de uma ou mais entidades religiosas ou políticas envolvidas. No entanto, o sonho de reconstruir o templo é realista e biblicamente correto; um dia ele se realizará. A Bíblia ensina explicitamente que a reconstrução se tornará realidade. Mas a alegria será passageira e a adoração será interrompida. Como veremos através de alguns tópicos da história e da Bíblia, o novo templo não será nem o primeiro nem o último a ser erguido. Sua construção é certa, mas os dias turbulentos que a acompanharão também.


O  rabino Chaim Richman, diretor internacional do Instituto do Templo, é apontado como o mais provável a assumir a função de sumo sacerdote logo após a reconstrução; ele também liderará o Sinédrio, cujo lista de futuros membros, preparada por rabinos, já está pronta


O Ateret Cohanim fundou uma yeshiva (escola religiosa) para a educação e o treinamento dos sacerdotes do templo. Sua tarefa é pesquisar regulamentos, reunir levitas qualificados e treiná-los para um sacerdócio futuro.

Muitas yeshivas surgiram em Jerusalém para fazer preparativos para a eventualidade de culto no templo reconstruído e funcional. Estão fazendo roupas, harpas, plantas arquitetônicas geradas em computador. Alguns rabinos estão decidindo quais inovações modernas podem ser adotadas num templo novo. Além disso, eles estão fazendo esforços para ter animais kosher (puros) para sacrifício, inclusive novilhas vermelhas. E algumas pessoas continuam a orar no Monte do Templo para ajudarem a preparar o caminho.

Reconstrução do templo e o Anticristo:

Apesar de que a esperança judaica para o próximo templo é que ele seja o templo messiânico, a Bíblia deixa claro que ele será, na verdade, o templo transitório do Anticristo.

  • Apocalipse 11:02 "Deixar de fora do tribunal que está fora do templo e não medi-la, pois foi dado às nações, e eles pisarão a cidade sob os pés por 42 meses
  • "Daniel 9:27 "E ele fará um pacto firme com muitos por uma semana, mas no meio da semana ele vai acabar com o sacrifício ea oferta de grãos e sobre a asa das abominações virá aquele que faz desolação, até mesmo a destruição, que está determinada, se derramou sobre aquele que faz desolado. 
  • " Daniel 9:26 "Então, após a 62 semanas o Messias será cortado e não tem nada, eo povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário".
  • Em algum tempo (não muito distante!) o antigo Templo do Senhor será reedificado por Israel (literal e fisicamente falando);
  •  Surgirá no cenário do mundo a pessoa do anticristo (que será um judeu), uma espécie de líder político ou governante mundial, ateu em essência, defensor da ciência e cheio de poderes paranormais;
  •  Israel fará uma aliança com o anticristo no início da septuagésima semana de Daniel (Dn 9:9-27);
  •  Até a metade desta semana, o anticristo oferecerá paz e segurança, e aparentará ser um homem bom, porém, sendo a sua natureza má, e sendo ele uma espécie de encarnação de Satanás, na metade desta semana fará cessar a sua aliança com Israel;
  •  Iniciar-se-á o período chamado de Grande Tribulação.
  •  Israel será atacado pelo rei do norte e seus aliados, e os derrotará (Ez cap. 38-39);
  • Israel sofrerá uma perseguição terrível (Apoc cap. 12 e 13);
  •  Será já o final da Grande Tribulação! O anticristo reunirá as nações do mundo para "dar um basta a questão judaica" - Será a Batalha do Armagedom! Israel estará sitiado e parecerá que a sua história terá chegado ao fim!
  •  Então o anjo tocará a sétima trombeta, os céus se abrirão, e o Messias virá VISÍVEL A TODO OLHO para livrar o seu povo! (Zc 14:3-11; Ap 1:7; 16:16-21);
  •  Será estabelecido por Cristo o Seu REINO MILENAR, e Israel será a cabeça das nações e JERUSALÉM a capital religiosa do mundo (Dt 28:13; Is 62:1-7 e Is 2);
  •  Deus fará uma nova aliança com ISRAEL (Jr 31:31-34);
  •  Depois do milênio Deus criará uma nova terra e novos céus, onde Israel e outras nações salvas habitarão eternamente (2a. Pe 3:7-14; Ap 21).
O fato de Israel ter sido restabelecido como nação em 1948, de Jerusalém ter sido reconquistada em 1967 e dos judeus estarem fazendo esforços cada vez mais significativos para a construção do terceiro templo, demonstra que estamos chegando perto do fim da atual era da Igreja e do início da Tribulação. O cenário divino para o fim dos tempos está tomando forma e o centro das atenções é a reconstrução do templo em Jerusalém. A mão de Deus está agindo.

 Fontes:

  1. Richard N. Ostling, "Time for a New Temple?" ("Tempo para um Novo Templo?") Revista Time, 16 de outubro de 1989.
  2. Gershon Salomon citado em Patti Lalonde, "Building the Third Temple" ("Construindo o Terceiro Templo"), This Week in Bible Prophecy Magazine, abril de 1995, p. 22.

9 comentários:

DINARA D. COUTO disse...
Coloquemos azeite nas nossaslãmpadas e esperemos sempre vigilantes, que O Senhor está voltando. Ótimo post irmã.Deus a abençõe ricamente.
Jeks disse...
Essa luta judaica é permanente e persistente. Creio que a profecia bíblica vai se cumprir. Resta a nós conscientizarmos que o tempo dos gentios (nós) está chegando ao fim. Vigilância e oração.
disse...
Muito bom Wilma, adorei o post. Paz querida!
claudiopimenta disse...
muito interessante!
Rhsystem disse...
Muito boa essa informação.. Deus tem me mostrados coisas do tipo; Mas se puder me responder.. Onde fica A Besta e O Falso Profeta ¿
Wilma Rejane disse...
Rhsystem,

Meu irmão, se eu te disser que sei onde estão a besta e o falso profeta, estarei mentindo (risos). Nem me atrevo!

Agora, se me perguntares sobre os falsos profetas, te direi: estão por toda parte preparando o caminho para a chegada da besta.

Obrigada irmão!

Deus o abençoe.

ISRAEL - Relógio Escatológico de Deus

Israel é um dos sinais mais evidentes na atualidade em relação ao retorno de Jesus. Sua restauração nacional profetizada em Ezequiel 37.1-10 teve início em 1948.
A história do plano divino em relação a humanidade tem seu eixo central na existência do povo de Israel. É o relógio pelo qual podemos acompanhar todos os eventos históricos e escatológicos do mundo. O Senhor Jesus mesmo apontou-nos esse sinal de Sua vinda em Lucas 21.27-30: "E, então, verão o Filho do Homem numa núvem com poder e grande glória. Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção está próxima... Olhai para a figueira e para todas as árvores. Quando já começam a brotar, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto está já o verão".
Encontramos respaldo para crer na Palavra de Deus através das profecias bíblicas cumpridas e, a se cumprirem, nos fatos da vida de Israel.
Tanto as profecias sobre a dispersão do povo de Israel entre as nações quanto as referentes ao retorno à sua terra, têm tido o fiel cumprimento. Há duas importantes reuniões de Israel na sua terra que mostram a veracidade da profecia bíblica. A primeira diz respeito ao sentimento de volta ao lar que tiveram todos os israelitas dispersos pelas nações. Esse sentimento se tornou forte com o movimento sionista iniciado em 1897 por Teodoro Herzl. Pouco a pouco, sistemática e continuamente, o povo começou a voltar. Não era um simples sentimento de um homem ou de um povo e, sim, um impulso do Espírito de Deus na mente e no coração de cada judeu disperso, em cumprimento à Palavra de Deus (Jeremias 24.6; Ezequiel 36.24,28).
Em 1948, Israel já estava bem instalado na Terra Prometida e a sua proclamação pela ONU como Estado foi o clímax da efetivação da promessa divina quanto ao seu retorno.
A segunda reunião de Israel acontecerá no futuro próximo por ocasião da "angústia de Jacó", conhecida como a Grande Tribulação (Apocalipse 16.12-21). Esse evento escatológico será terrível e indescritível para o povo de Israel, que estará mobilizado para a grande batalha do Armagedom. Os reis da terra, isto é, os governantes do mundo inteiro estarão reunidos com seus exércitos e armas destrutivas para o maior combate já registrado na história mundial. Quem sabe, talvez seja esta a chamada "Terceira Guerra Mundial". Será no clímax desta batalha que Jesus Cristo, o Salvador e Messias, anteriormente rejeitado pelos israelitas, virá e destruirá os inimigos do seu povo, e implantará Seu reino milenial (Apocalipse 19.11-21).
A profecia de Ezequiel 37.1-11 trata da restauração nacional, moral e espiritual de Israel. Alguns aspectos dessa profecia já tiveram o seu cumprimento e outros estão se cumprindo. Porém, o cumprimento cabal só acontecerá no período da Grande Tribulação e com a intervenção de Jesus, o Messias, em Jerusalém. Nesse período, a Igreja não estará na Terra, porque foi antes arrebatada para estar com o Senhor.
Os textos do profeta Ezequiel, capítulos 38 e 39, tratam a respeito da profecia bíblica sobre um bloco de nações ao norte de Israel. Por causa da etnia dos povos que habitam aquela região vários nomes geográficos podem ser identiificados. O profeta fala de Magogue, Meseque e Tubal, regiões ocupadas pelos antigos citas e tártaros, as quais hoje correspondem à Rússia. Nome como o de Meseque converteu-se em Moscou ou Moskva. Tubal é a moderna cidade russa de Tobolsk. No bloco das nações aliadas aparecem os nomes de Gômer, Togarma. Gômer veio a ser a Germânia (atual Alemanha) e, Togarma corresponde à Armênia e Turquia. Destacam-se ainda os persas, os etíopes e Pute. Hoje, os persas são o Irã; os etíopes, a Etiópia; e, Pute, a Líbia.
Devemos entender que a queda da União Soviética não significa que a profecia tenha perdido sua validade. Na verdade, esta potência mundial está se levantando e mostrando sua força, quando se esforça para participar das conversações de paz entre Israel e os países árabes, aos quais ela sempre apoiou. Ela perdeu o seu poder sobre o aludido bloco de nações, e alguns estudiosos interpretam essa queda como algo para acontecer em plenitude no futuro.
A profecia diz que a confederação do Norte, tendo como líder Gogue, colocará seus exércitos contra a autoridade da Besta (o Anticristo). A profecia indica que Gogue, chefe da terra de Magogue invadirá a terra de Israel nos últimos dias. É possível que essa invasão venha a acontecer no período da Grande Tribulação. Os motivos principais para a invasão do "rei do norte" estão expostos em Ezequiel 38.11-12. A idéia de "tomar o despojo e de arrebatar a presa" não é difícil entender pelo fato de a antiga União Soviética ter perdido seus principais intelectuais e cientistas (na maioria judeus), os quais retornaram para Israel. A Bíblia diz que esse invasor será destruído pela intervenção divina nos montes de Israel. Então, as nações da Terra reconhecerão o Deus de Israel.
O sinal de Israel é revelado à Igreja pelo seu esplêndido florescimento na Terra que Deus lhe prometera - a figueira brotando - , e pela sua influência na marcha dos acontecimentos mundiais.

ISRAEL: MAIOR SINAL DOS FINAL DOS TEMPOS

Mensagem por Alexandre Alves em Sab 22 Nov 2008, 8:49 am
Apesar dos surpreendentes e espantosos acontecimentos experimentados nestes dias, o maior de todos os sinais do fim dos tempos - e, contudo, o menos enfatizado - é o retorno do povo judeu à Terra Prometida e a fundação do Estado de Israel.

O testemunho de Charles Spurgeon
É necessário olharmos mais meticulosamente para o restabelecimento dessa nação à luz das profecias.

No decorrer do tempo, foi pequeno o número de servos do Senhor que O seguiram de todo o coração e aos quais foi dada a capacidade de reconhecer os acontecimentos futuros.

Charles Spurgeon foi uma dessas pessoas. Antes de Israel voltar a tornar-se uma nação, quando aparentemente era impossível que os judeus retornassem para a Terra Prometida, Spurgeon ensinou que isso aconteceria, exatamente como se lê em Ezequiel 36 e 37:

O significado desse texto bíblico, conforme o contexto revela, é muito evidente. Diante do significado dessas passagens, haverá primeiro uma restauração política dos judeus em sua própria terra e um retorno à sua própria identidade nacional. Em segundo lugar, existe no texto e em seu contexto uma declaração muito clara de que haverá uma restauração espiritual, uma real conversão das tribos de Israel ao Senhor.

Eles haverão de gozar de uma prosperidade nacional que os tornará famosos; mais ainda, serão tão gloriosos que Egito, Tiro, Grécia e Roma esquecerão sua própria glória à luz do grande esplendor do trono de Davi. Se as palavras têm significado real, este deve ser o sentido desse capítulo.

Eu jamais quero aprender a arte de distorcer o significado que Deus atribuiu às Suas próprias palavras. Se a Bíblia diz algo de maneira clara e cristalina, então é isso mesmo que devemos entender. O sentido literal e o significado dessa passagem - que não podem ser negados nem espiritualizados -, deixam claro para nós que tanto as duas quanto as dez tribos de Israel serão restauradas em sua própria terra, e que um rei governará sobre elas.

O anelo de Israel pela paz
Analisemos o desenvolvimento progressivo que está acontecendo e que conduzirá Israel a uma união com a "nova ordem mundial" dominada pela Europa. Apesar dos constantes conflitos, vemos Israel procurando a paz com seus inimigos, não por terem adotado uma nova filosofia que os faz amar uns aos outros, mas pelo anseio por uma paz negociada.

Muitos em Israel estão fascinados com a possibilidade de viver em paz com seus vizinhos árabes. Eles acham que essa paz realmente poderá ser alcançada. Mas a Bíblia diz: "Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão" (1 Ts 5.3).

Israel: o objeto da profecia
Fazemos bem em compreender que os sinais do final dos tempos dados pelo Senhor são especificamente direcionados a Israel. Quando Jesus explicou os eventos dos tempos finais a Seus discípulos juntamente com os sinais que aconteceriam antes de Sua volta, Ele endereçou essas palavras ao povo de Israel.

Temos duas características muito claras mencionadas em Mateus 24, que identificam esse povo:

1. "Então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes" (v. 16). Isto é uma referência geográfica, e não diz respeito à Igreja de Jesus Cristo. Se vivemos nos Estados Unidos, no Canadá, na Europa, ou em outras partes do mundo, não somos conclamados a fugir para as montanhas da Judéia, pois as palavras foram dirigidas aos "que estiverem na Judéia".

2. Além disso, Jesus está mencionando um motivo de oração: "Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado" (Mt 24.20). O sábado foi dado apenas aos judeus. Lemos nas Sagradas Escrituras, com relação ao sábado: "Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente, guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica" (Êx 31.13). Portanto, Israel é o grande sinal dos tempos do fim para os gentios e para a Igreja!

O antigo pecado de Israel

Quais os objetivos de Israel para o futuro? Hoje a nação de Israel está sendo confrontada com seu antigo pecado, com o pecado que cometeu como nação. Há quase 3500 anos o povo de Israel já estava na Terra Prometida. Deus havia cumprido tudo o que prometera a eles com relação à entrada na terra, mas Israel recusou-se a ser o povo escolhido por Deus, negou-se a ser uma nação singular e diferente, e deixou de fazer Sua vontade.

Deus identificou a razão mais profunda dessa rejeição ao dizer que o povo de Israel simplesmente não queria que Deus o governasse. Eles rejeitaram abertamente as palavras de Deus ditas através de Moisés: "Porque sois povo santo ao SENHOR, vosso Deus, e o SENHOR vos escolheu de todos os povos que há sobre a face da terra, para lhe serdes seu povo próprio" (Dt 14.2). Que promessa tremenda! Israel deveria estar acima "...de todos os povos que há sobre a face da terra".

Através da História sabemos que muitas nações têm procurado sobrepor-se a todas as outras nações. Hoje isso é muito evidente nos Estados Unidos. Os americanos consideram que os EUA são uma nação especial. A maioria dos americanos reivindica que os Estados Unidos são a maior nação da história do mundo. Muitas nações antes deles cometeram o mesmo pecado, mas a poeira de suas ruínas testemunha contra elas.

Uma nação santa de cristãos

Quem somos nós cristãos? A resposta está em 1 Pedro 2.9: "Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz". Nós, a Igreja de Jesus Cristo, também somos um povo eleito. Somos uma geração escolhida. Somos uma nação santa. Mas essa nação santa não pode ser comparada ou identificada com quaisquer nações políticas, como os Estados Unidos, o Canadá, a França, a Inglaterra, a China ou outra nação do mundo. Essa nação santa habita entre as nações do mundo, e cada membro dessa nação santa é conhecido pessoalmente pelo próprio Senhor.

Tudo indica que essa nação santa está prestes a se completar, e quando isso acontecer, quando o último dos gentios for agregado à Igreja, seremos arrebatados pelo nosso Senhor, para estarmos em Sua presença por toda a eternidade!

O clamor de Israel por um rei
O anseio rebelde de Israel em tempos antigos, ao pedir um rei ao profeta Samuel para ser "como as outras nações" (veja 1 Sm 8.5-7), não desapareceu simplesmente. Ao contrário, ele atingiu seu clímax 1000 anos mais tarde. Em João 19.15 está escrito: "...Não temos rei, senão César!" Todo o peso da afirmação dos antepassados, refletindo o desejo de serem parte da família das nações, de serem como qualquer outro povo, atingiu, então, a realização: "...Não temos rei, senão César!" Israel ainda será confrontado com essa afirmação quando as nações da terra se ajuntarem para batalhar contra Jerusalém!

Os passos de Israel rumo à paz

Parece que a única solução em relação à Terra Santa é seguir o rumo de uma paz negociada. Apesar dos confrontos com os palestinos, finalmente não restará outra alternativa. A possibilidade do aumento de comércio através das fronteiras dos países é muito tentadora, e não há dúvida de que a economia de Israel continuará a crescer fortemente.

Essas expectativas positivas jamais mudarão a Palavra Profética. Jesus disse: "Eu vim em nome de meu Pai, e não me recebeis; se outro vier em seu próprio nome, certamente, o recebereis" (Jo 5.43). Israel está a caminho de se tornar parte integrante do último império gentílico do mundo e aceitará o anticristo.

Apenas quando compreendemos esses acontecimentos pelo prisma espiritual, podemos começar a entender o que está ocorrendo no mundo político, econômico e religioso. Com isso em mente, iremos compreender melhor o desenrolar dos eventos políticos no mundo de hoje. Se não tivermos conhecimento dos resultados finais, poderemos ser facilmente levados pelo entusiasmo da falsa paz que será anunciada.

O anticristo: o mestre do engano

Quando a Palavra de Deus identifica a obra do anticristo, lemos em 2 Tessalonicenses 2.7-11: "Com efeito, o mistério da iniqüidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém; então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda. Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira".

Esse texto bíblico deixa dois pontos bastante claros: primeiro, a obra do anticristo será bem-sucedida através do engano e, segundo, a rejeição à oferta do amor de Deus (Jo 3.16) é o motivo pelo qual as pessoas crerão numa mentira.

Por essa razão, mais do que nunca devemos gravar em nossas mentes e em nossos corações aquilo que o Senhor Jesus ensinou a Seus discípulos: "É como um homem que, ausentando-se do país, deixa a sua casa, dá autoridade aos seus servos, a cada um a sua obrigação, e ao porteiro ordena que vigie. Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã; para que, vindo ele inesperadamente, não vos ache dormindo. O que, porém, vos digo, digo a todos: vigiai!" (Mc 13.34-47).


Re: ISRAEL: MAIOR SINAL DOS FINAL DOS TEMPOS

Mensagem por Jarbas em Sab 22 Nov 2008, 7:37 pm
.....

Bom texto...

Seria bom lerem também o texto em que Israel é O Relógio do fim dos tempos, encontra-se nesse link... http://www.mundoatual.t5.com.br/page_1178746482990.html

Maranata.

Os Segredos da Bíblia (Boa qualidade e Completo)

domingo, 13 de abril de 2014

a verdade sobre os malefícios do açucar

Refrigerante, O pior alimento do Mundo - Fuja disso - DR: Laír Ribeiro -

Israel: - É o maior sinal do fins dos Tempos

Apesar dos surpreendentes e espantosos acontecimentos experimentados nestes dias, o maior de todos os sinais do fim dos tempos - e, contudo, o menos enfatizado - é o retorno do povo judeu à Terra Prometida e a fundação do Estado de Israel.
    
O testemunho de Charles Spurgeon
É necessário olharmos mais meticulosamente para o restabelecimento dessa nação à luz das profecias.
No decorrer do tempo, foi pequeno o número de servos do Senhor que O seguiram de todo o coração e aos quais foi dada a capacidade de reconhecer os acontecimentos futuros.
Charles Spurgeon foi uma dessas pessoas. Antes de Israel voltar a tornar-se uma nação, quando aparentemente era impossível que os judeus retornassem para a Terra Prometida, Spurgeon ensinou que isso aconteceria, exatamente como se lê em Ezequiel 36 e 37:
O significado desse texto bíblico, conforme o contexto revela, é muito evidente. Diante do significado dessas passagens, haverá primeiro uma restauração política dos judeus em sua própria terra e um retorno à sua própria identidade nacional. Em segundo lugar, existe no texto e em seu contexto uma declaração muito clara de que haverá uma restauração espiritual, uma real conversão das tribos de Israel ao Senhor.
Eles haverão de gozar de uma prosperidade nacional que os tornará famosos; mais ainda, serão tão gloriosos que Egito, Tiro, Grécia e Roma esquecerão sua própria glória à luz do grande esplendor do trono de Davi. Se as palavras têm significado real, este deve ser o sentido desse capítulo.
Eu jamais quero aprender a arte de distorcer o significado que Deus atribuiu às Suas próprias palavras. Se a Bíblia diz algo de maneira clara e cristalina, então é isso mesmo que devemos entender. O sentido literal e o significado dessa passagem - que não podem ser negados nem espiritualizados -, deixam claro para nós que tanto as duas quanto as dez tribos de Israel serão restauradas em sua própria terra, e que um rei governará sobre elas.
O anelo de Israel pela paz
Analisemos o desenvolvimento progressivo que está acontecendo e que conduzirá Israel a uma união com a "nova ordem mundial" dominada pela Europa. Apesar dos constantes conflitos, vemos Israel procurando a paz com seus inimigos, não por terem adotado uma nova filosofia que os faz amar uns aos outros, mas pelo anseio por uma paz negociada.
Muitos em Israel estão fascinados com a possibilidade de viver em paz com seus vizinhos árabes. Eles acham que essa paz realmente poderá ser alcançada. Mas a Bíblia diz: "Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão" (1 Ts 5.3).
Israel: o objeto da profecia
Fazemos bem em compreender que os sinais do final dos tempos dados pelo Senhor são especificamente direcionados a Israel. Quando Jesus explicou os eventos dos tempos finais a Seus discípulos juntamente com os sinais que aconteceriam antes de Sua volta, Ele endereçou essas palavras ao povo de Israel.
Temos duas características muito claras mencionadas em Mateus 24, que identificam esse povo:
1. "Então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes" (v. 16). Isto é uma referência geográfica, e não diz respeito à Igreja de Jesus Cristo. Se vivemos nos Estados Unidos, no Canadá, na Europa, ou em outras partes do mundo, não somos conclamados a fugir para as montanhas da Judéia, pois as palavras foram dirigidas aos "que estiverem na Judéia".
2. Além disso, Jesus está mencionando um motivo de oração: "Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado" (Mt 24.20). O sábado foi dado apenas aos judeus. Lemos nas Sagradas Escrituras, com relação ao sábado: "Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente, guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica" (Êx 31.13). Portanto, Israel é o grande sinal dos tempos do fim para os gentios e para a Igreja!
O antigo pecado de Israel
Quais os objetivos de Israel para o futuro? Hoje a nação de Israel está sendo confrontada com seu antigo pecado, com o pecado que cometeu como nação. Há quase 3500 anos o povo de Israel já estava na Terra Prometida. Deus havia cumprido tudo o que prometera a eles com relação à entrada na terra, mas Israel recusou-se a ser o povo escolhido por Deus, negou-se a ser uma nação singular e diferente, e deixou de fazer Sua vontade.
Deus identificou a razão mais profunda dessa rejeição ao dizer que o povo de Israel simplesmente não queria que Deus o governasse. Eles rejeitaram abertamente as palavras de Deus ditas através de Moisés: "Porque sois povo santo ao SENHOR, vosso Deus, e o SENHOR vos escolheu de todos os povos que há sobre a face da terra, para lhe serdes seu povo próprio" (Dt 14.2). Que promessa tremenda! Israel deveria estar acima "...de todos os povos que há sobre a face da terra".
Através da História sabemos que muitas nações têm procurado sobrepor-se a todas as outras nações. Hoje isso é muito evidente nos Estados Unidos. Os americanos consideram que os EUA são uma nação especial. A maioria dos americanos reivindica que os Estados Unidos são a maior nação da história do mundo. Muitas nações antes deles cometeram o mesmo pecado, mas a poeira de suas ruínas testemunha contra elas.
Uma nação santa de cristãos
Quem somos nós cristãos? A resposta está em 1 Pedro 2.9: "Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz". Nós, a Igreja de Jesus Cristo, também somos um povo eleito. Somos uma geração escolhida. Somos uma nação santa. Mas essa nação santa não pode ser comparada ou identificada com quaisquer nações políticas, como os Estados Unidos, o Canadá, a França, a Inglaterra, a China ou outra nação do mundo. Essa nação santa habita entre as nações do mundo, e cada membro dessa nação santa é conhecido pessoalmente pelo próprio Senhor.
Tudo indica que essa nação santa está prestes a se completar, e quando isso acontecer, quando o último dos gentios for agregado à Igreja, seremos arrebatados pelo nosso Senhor, para estarmos em Sua presença por toda a eternidade!
O clamor de Israel por um rei
O anseio rebelde de Israel em tempos antigos, ao pedir um rei ao profeta Samuel para ser "como as outras nações" (veja 1 Sm 8.5-7), não desapareceu simplesmente. Ao contrário, ele atingiu seu clímax 1000 anos mais tarde. Em João 19.15 está escrito: "...Não temos rei, senão César!" Todo o peso da afirmação dos antepassados, refletindo o desejo de serem parte da família das nações, de serem como qualquer outro povo, atingiu, então, a realização: "...Não temos rei, senão César!" Israel ainda será confrontado com essa afirmação quando as nações da terra se ajuntarem para batalhar contra Jerusalém!
Os passos de Israel rumo à paz
Parece que a única solução em relação à Terra Santa é seguir o rumo de uma paz negociada. Apesar dos confrontos com os palestinos, finalmente não restará outra alternativa. A possibilidade do aumento de comércio através das fronteiras dos países é muito tentadora, e não há dúvida de que a economia de Israel continuará a crescer fortemente.
Essas expectativas positivas jamais mudarão a Palavra Profética. Jesus disse: "Eu vim em nome de meu Pai, e não me recebeis; se outro vier em seu próprio nome, certamente, o recebereis" (Jo 5.43). Israel está a caminho de se tornar parte integrante do último império gentílico do mundo e aceitará o anticristo.
Apenas quando compreendemos esses acontecimentos pelo prisma espiritual, podemos começar a entender o que está ocorrendo no mundo político, econômico e religioso. Com isso em mente, iremos compreender melhor o desenrolar dos eventos políticos no mundo de hoje. Se não tivermos conhecimento dos resultados finais, poderemos ser facilmente levados pelo entusiasmo da falsa paz que será anunciada.
O anticristo: o mestre do engano
Quando a Palavra de Deus identifica a obra do anticristo, lemos em 2 Tessalonicenses 2.7-11: "Com efeito, o mistério da iniqüidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém; então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda. Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira".
Esse texto bíblico deixa dois pontos bastante claros: primeiro, a obra do anticristo será bem-sucedida através do engano e, segundo, a rejeição à oferta do amor de Deus (Jo 3.16) é o motivo pelo qual as pessoas crerão numa mentira.
Por essa razão, mais do que nunca devemos gravar em nossas mentes e em nossos corações aquilo que o Senhor Jesus ensinou a Seus discípulos: "É como um homem que, ausentando-se do país, deixa a sua casa, dá autoridade aos seus servos, a cada um a sua obrigação, e ao porteiro ordena que vigie. Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã; para que, vindo ele inesperadamente, não vos ache dormindo. O que, porém, vos digo, digo a todos: vigiai!" (Mc 13.34-47). (Arno Froese - http://www.chamada.com.br)
Arno Froese É o Diretor-Executivo da Obra Missionária Chamada da Meia-Noite nos Estados Unidos. Realiza várias conferências anualmente nos EUA e edita as revistas “Chamada da Meia-Noite” e “Notícias de Israel” em língua inglesa. Arno Froese é autor dos livros: “A Misteriosa Babilônia de Saddam”, “Rumo ao Sétimo Milênio”, “O Arrebatamento” (em língua inglesa) e “Como a Democracia Elegerá o Anticristo” (disponível em português).

sexta-feira, 11 de abril de 2014

CRONOGRAMA DA TRIBULAÇÃO



 
   
                 
A série de eventos relacionados com a fase de tribulação profetizada na Bíblia para os tempos finais tem sido citada e comentada diversas vezes durante a história do cristianismo. O que fica patente é que, apesar de manterem uma mesma linha central de interpretação, as muitas versões e comentários feitos apresentam algumas diferenças de interpretação no que se refere à ordem cronológica dos últimos acontecimentos.   
 
Graças ao fato de vivermos no limiar desses acontecimentos, temos certa vantagem sobre pessoas que viveram há dezenas ou até centenas de anos. Hoje, temos uma melhor idéia do que podem significar literalmente as profecias apocalípticas, por estarmos vivendo no tempo do seu cumprimento. Não esqueçamos que João, ao escrever o Apocalipse, expressou as visões e revelações divinas e os fatos surpreendentes que aconteceriam no final dos tempos, com as suas palavras e com a limitação tecnológica própria de quem vivia há 2.000 anos.
 
Hoje, vivendo o avanço tecnológico profetizado no livro de Daniel e já observando o surgimento do sistema político-religioso que servirá como base de atuação para o anticristo, podemos descobrir e entender mais precisamente as maravilhosas revelações apocalípticas e a seqüência de acontecimentos profetizados. É por essa razão que este artigo poderá sofrer contínuas atualizações, pois, paulatinamente, o quadro profético geral fica mais claro e detalhado.
 
Apesar de muitos atribuírem à tribulação um período mais extenso, somos levados a considerar tecnicamente como período de tribulação os sete anos anteriores à segunda vinda de Jesus e a conseqüente derrota da besta e seu sistema. É claro que atualmente vivemos tempos difíceis, porém é importante não confundi-los com a tribulação final de sete anos, da qual faz parte a grande tribulação, um período de três anos e meio, na segunda metade da tribulação. Para considerar o período tribulacional como um período de sete anos, tomamos como base uma interpretação futurista da última semana de Daniel (para maiores informações, acesse o tópico AS SETENTA SEMANAS).



               CONDIÇÕES PRÉVIAS



É praticamente impossível traçar uma seqüência totalmente exata de cada evento que está porvir, haja vista que a prioridade na revelação apocalíptica não é narrar fatos seqüenciados de forma metódica e sim revelar a derrota do mal de forma definitiva no universo.
 
Estamos vivendo o que Jesus em seu sermão profético chamou de "princípio de dores", ou seja, uma série de conflitos e catástrofes iniciais que vão resultar na instalação do novo sistema de governo mundial e na chegada da tribulação em si. Jesus profetizou que nações se levantariam contra nações, reinos contra reinos, e que haveria pestes, fomes e terremotos. Esse cenário de guerras, fome e morte se encaixa perfeitamente na descrição dos quatro cavaleiros do Apocalipse (Ap. 6:1-18). Em nosso estudo MATEUS 24 X APOCALIPSE 6 detalhamos melhor essa relação.
 
De acordo com aquilo que temos comentado e acompanhado nos tópicos ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS, essa série de conflitos e catástrofes permitirá que se instale um cenário propício para a Nova Ordem Mundial. Cremos que as forças hegemônicas que hoje dominam o mundo serão enfraquecidas e darão lugar a um sistema cada vez mais unificado e aparentemente solidário. Entendemos que, no final deste período do princípio de dores, haverá um rápido período de transição, paz humana e reordenamento mundial.
 
As profecias bíblicas, principalmente as de Obadias e Jeremias, nos levam a acreditar que no período de conflitos do princípio de dores, alguns povos e grupos religiosos mais radicais e fundamentalistas serão exterminados (Ob.1:1-14). Isso explicaria três questões básicas:


1) O governo do anticristo e do falso profeta terá apoio mundial total, exceto dos cristãos verdadeiros, os quais não aceitarão a marca da besta nem adorarão a sua imagem. Porém, hoje existe uma religião que, mesmo não sendo cristã, se oporia radicalmente ao domínio político e espiritual do anticristo. Estamos falando do islamismo. Por isso, acreditamos que nos conflitos inseridos no princípio de dores, os povos muçulmanos poderão ser, de alguma maneira, silenciados, enganados ou destruídos, possivelmente por algum país hegemônico mundial ou por Israel, ou mesmo ambos.


2) É necessário que o templo judeu seja reconstruído em Jerusalém, para que nele se cumpra a abominação desoladora profetizada por Daniel em Daniel 9:27 e confirmada por Jesus em Mateus 24:15 (para maiores informações, acesse o tópico O TEMPLO). A abominação desoladora marcará o começo da grande tribulação, período de três anos e meio que marca a segunda metade da tribulação, quando o anticristo se sentará no trono do templo e profanará o santo lugar (Daniel 11:30-32, II Tessalonicenses 2:3-4). No lugar em que deve ser reconstruído o templo judaico, hoje existe uma mesquita muçulmana, o que novamente nos leva a acreditar num desfecho radical envolvendo os islamitas (pelo menos aqueles que habitam no Oriente Médio) ou num surpreendente acordo de paz, o qual poderá ser o acordo de que trata Daniel 9:27.


3) Quando Ezequiel descreve a invasão de Gogue e Magogue contra Israel, que muito provavelmente se dará bem próximo ao início do período de tribulação de sete anos, ele nos revela que quando isso acontecer, Israel estará habitando sua terra "em paz", uma realidade muito diferente da que observamos hoje nos noticiários! Algo radical e transformador deve acontecer no Oriente Médio para que essa profecia se cumpra e traga esse período de relativa tranqüilidade. Após essa fase de transição malignamente pacífica, que deve durar pouco tempo, um evento quebrará subitamente essa realidade. Vindos do norte, Gogue, Magogue e seus aliados tentarão invadir Israel. Se em qualquer mapa mundial você traçar uma linha vertical partindo de Jerusalém indo rumo ao norte, a linha passará por Moscou, capital da Rússia... Ezequiel revela que Gogue estará acompanhado de um vasto exército de diferentes nações aliadas.
  


               OS DEZ CHIFRES E A ASCENÇÃO DO ANTICRISTO


Ao analisarmos detalhadamente o sistema político que dará sustentação ao anticristo, notamos que o próprio terá dez chifres. Como já vimos, cada chifre representa uma nação ou bloco de nações. Em Apocalipse 17:12 diz que os dez chifres, em determinado momento, entregarão o seu poder e domínio à besta. Muito provavelmente, isso ocorrerá ainda no período de transição. Porém, Daniel revela que quando o anticristo surgir derrubará três dos dez chifres (Daniel 7:8). Os três chifres que cairão e que pertenciam aos dez primeiros, possivelmente serão os derrotados na invasão de Gogue e Magogue (Rússia mais outros dois). A partir deste momento começa o período de sete anos denominado tribulação.
 
É lógico afirmar que, durante a época de transição que antecederá os sete anos e na qual receberá o poder delegado pelos dez chifres, o anticristo não passará de um político admirável e aclamado por todas as nações (inclusive por Israel), por causa das soluções pragmáticas e populares que trará. Próximo ao começo da tribulação, porém, algo espantoso e sobrenatural acontecerá. Ezequiel afirma que os exércitos de Gogue e seus aliados serão exterminados "sem intervir mão humana", ou seja milagrosamente, num livramento divino para a nação israelense. É importante estar preparado para a possibilidade de o falso profeta atribuir esse livramento sobrenatural ao anticristo, começando neste instante a adoração mundial para o mesmo e o reconhecimento do povo judaico à besta.
 
Embora ter começado a surgir antes mesmo dos sete anos tribulacionais, o anticristo só começará sua perseguição implacável e aberta contra o povo judeu e a Igreja cristã a partir da segunda metade da tribulação, denominada "grande tribulação", um período de três anos e meio (Apocalipse 13:5-7 e Daniel 7:24-25), período que começará com a quebra do acordo feito entre a besta e a nação israelense e com a maligna abominação desoladora em Jerusalém. Antes desse período, o anticristo terá uma atitude de aparente união com Israel, firmando, muito provavelmente após a derrota de Gogue e Magogue, um tratado de paz para "proteger" Israel.
 
Ele será aceito e aclamado pelos judeus, como vimos anteriormente. Por sua vez, antes da grande tribulação, os cristãos verdadeiros serão perseguidos apenas a nível policial, político e social, pelo fato de não aceitarem os planos iniciais da Nova Ordem Mundial nem o domínio mundial da besta. Cremos que essa perseguição inicial não será uniforme em todas as nações e não assumirá necessariamente um caráter anticristão específico num primeiro momento. A partir do momento que a máscara do anticristo cair, no começo da grande tribulação, é que a perseguição contra a Igreja e Israel assumirá um caráter abertamente espiritual, maligno e implacável.  


             CALCULANDO A ÚLTIMA SEMANA


Quando comparamos as revelações contidas no livro de Daniel com aquelas registradas no Apocalipse, podemos ter uma visão mais ampla de como os eventos se darão na 70ª semana de Daniel, período de 7 anos que, segundo entendemos, marca a tribulação que antecederá a gloriosa volta do Salvador.


PONTO (A): Começo da tribulação 
PONTO (B): Começo do oferecimento de sacrifícios no Templo reconstruído 
PONTO (C): Metade da tribulação e começo da grande tribulação 
PONTO (D): Final do período tribulacional 
PONTO (E): Purificação do santuário 
PONTO (F): Descida de Jesus no Monte das Oliveiras, derrota dos exércitos do anticristo e começo do reino eterno de Cristo. 


O esquema acima procura definir a ordem dos acontecimentos que terão lugar na última semana de Daniel, num período de sete anos denominado tribulação, e as conseqüências posteriores desses acontecimentos. Esse esquema foi elaborado com base nas profecias de Daniel e do Apocalipse e nos dados que elas nos oferecem. No entanto, serve apenas para apresentar-nos uma noção do período tribulacional, sem chamar para si nenhuma infalibilidade em seus cálculos.

Em relação ao ponto inicial (A), é lógico supor que o anticristo surgirá num momento anterior a esse ponto, talvez anos antes. O ponto (A), determina o começo do período de sete anos. O evento que dá lugar ao começo dos sete anos de tribulação é o pacto de paz feito entre a besta e Israel (Daniel 9:27).

Do ponto (A até o ponto (B), transcorrem 250 dias. No ponto (B) começam a ser oferecidos os sacrifícios no Templo de Jerusalém, devidamente reconstruído meses ou anos antes (Daniel 8:13).

Do ponto (B) até o ponto (C), transcorrem 1010 dias. O ponto (C) marca a metade exata do período tribulacional e o começo do período denominado grande tribulação. Neste ponto, o anticristo profanará o Templo e fará cessar os sacrifícios, estabelecendo a abominação desoladora (Mateus 24:15-21, Daniel 9:27). Parte da Igreja foge e é preservada nesses três anos e meio e uma outra parte fica no sistema para testemunhar (Mateus 24:16-20, Apocalipse 12:6-16, Apocalipse 12:17). Nesse ponto começa o ministério das duas testemunhas (Apocalipse 11), que se estende por toda grande tribulação (42 meses ou 1260 dias). Conseqüentemente, o período que vai do ponto (C) até o ponto (D) é de 42 meses ou 1260 dias.

No ponto (D) se completa o período tribulacional de sete anos ou a última semana de Daniel. Neste ponto, as duas testemunhas são assassinadas pelo anticristo (Apocalipse 11:3-7). Os corpos das duas testemunhas ficarão expostos para a população mundial por três dias e meio. Conseqüentemente, do ponto (D) até a ressurreição das duas testemunhas, transcorrem três dias e meio. Nesse momento, as duas testemunhas são ressuscitadas pel Altíssimo, para assombro de todos e ascendem aos céus (Apocalipse 11:11-15).

Da ressurreição das duas testemunhas até o ponto (E), transcorrerão 26 dias e meio. Cremos que, após o Templo ter sido purificado pelos judeus no ponto (E), 26 dias e meio após a ressurreição das 2 testemunhas e 30 dias após o término da grande tribulação de 42 meses, o anticristo reunirá seus exércitos no Armagedom para destruir Israel. Entendemos que isso se dará imediatamente depois que o sol e a lua escurecerem, sinais que parecem estar contidos na quinta taça (Apocalipse 16:10). O sol e a lua escurecendo, sinais que ocorrem logo após a grande tribulação (Mateus 24:29), são os sinais que anunciam o DIA DO SENHOR.
 
A partir desse momento, inserido entre os pontos (E) e (F), o arrebatamento da Igreja torna-se iminente. Neste ponto, o sol e a lua escurecerão, as estrelas "se moverão de lugar", e então aparecerá nos céus completamente escuros o sinal do Filho do homem, como um relâmpago, visto por toda a humanidade! (Mateus 24:27-31, Apocalipse 6:12-17). Neste momento, ao soar da última trombeta, ocorrerá o arrebatamento, o momento maravilhoso em que a Igreja se reunirá com Cristo nas nuvens. Os que estiverem mortos, serão ressuscitados e glorificados. Os que estiverem vivos, serão transformados e glorificados (I Coríntios 15:51-52, I Tessalonicenses 4:15-18, Apocalipse 15:13-16, Apocalipse 19: 7-9).

Todos esses eventos gloriosos gerarão a conversão de Israel e o reconhecimento do Messias prometido (Romanos 11:26-27, Zacarias 12:10). Também, de acordo com as profecias de Daniel, do ponto (E), que é a purificação do Templo, até (F), que é a descida de Jesus no Monte das Oliveiras, para derrotar os exércitos do anticristo e instaurar seu reino eterno, transcorrerão 45 dias.

Os cálculos acima foram feitos de acordo com os seguintes parâmetros: 

1. De acordo com Daniel 9:27, podemos saber que do ponto (A) até o ponto (C) transcorrem 1260 dias (três anos e meio ou metade de uma semana). Então, a outra metade terá também 1260 dias, o que confirma as revelações apocalípticas da atuação principal do anticristo. Então, do ponto (C) até o ponto (D), transcorrem 1260 dias. Somando as duas metades, nós termos 2520 dias de tribulação (sete anos).

2. De acordo com Daniel 8:13-14, podemos saber que, desde o começo dos oferecimentos de sacrifícios até a purificação do Templo, transcorrerão 2300 dias. Ou seja, do ponto (B) até o ponto (E) transcorrerão 2300 dias.

3. De acordo com Daniel 12:11, fica claro que entre a profanação do Templo (abominação desoladora) até a purificação do mesmo, transcorrerão 1290 dias. Ou seja, do ponto (C) até o ponto (E) transcorrem 1290 dias.

4. De acordo com Daniel 12:12, ficamos sabendo que, desde a profanação do santuário (ponto 2) até a vitória final do Ungido sobre o anticristo (ponto d), transcorrerão 1335 dias.

Os dados obtidos com as revelações bíblicas citadas acima, permitem situar-nos dentro dos últimos acontecimentos. Nossos cálculos não são infalíveis e são passíveis de erros. Porém, a revelação pormenorizada de tantos detalhes proféticos nos mostra, mais uma vez, o cuidado do Criador em nos revelar aquilo que precisamos saber, para que estejamos em trevas. Como membros do corpo de Cristo, devemos estar preparados para viver esses dias que se aproximam, sejamos protegidos da tribulação ou inseridos nela para testemunho e martírio. Que em nossos corações haja um crescente anelo pela volta gloriosa de Jesus, como Rei e Senhor!


                AS SUBDIVISÕES DO APOCALIPSE


O Apocalipse engloba os fatos que acontecerão no período tribulacional e até mesmo pré-tribulacional, em selos, trombetas e taças, determinando um desenrolar lógico dos acontecimentos. Para entender melhor o cenário político e administrativo mundial desse período, leia a página CONTROLE TOTAL, e para saber o papel da Igreja nesses tempos tribulacionais, leia a página A IGREJA NA TRIBULAÇÃO. Nesta página somente mencionaremos os fatos num aspecto explicativo, sem deter-nos muito numa análise mais global. Deixamos claro que a concepção que adotamos em relação ao livro de Apocalipse se esforça para chegar o mais próximo possível da concepção literal e futurista que nossos irmãos primitivos adotavam para relacionar-se com as profecias escatológicas.

Cremos que há uma estreita relação entre trombetas e taças, sendo estas últimas a descrição das conseqüências finais do toque das 7 trombetas. Já os selos, em nosso entendimento, descrevem um período de tempo maior, que vai do princípio de dores (selos 1 a 4), até a vinda de Cristo (selo 7), passando pela perseguição aos servos do Senhor (selo 5) e pelos sinais que antecedem o grande dia do Senhor (selo 6). Tudo indica que os eventos relacionados às 7 trombetas ocorrerão a partir do início da grande tribulação de 3 anos e meio e que os eventos resultantes das 7 taças terão lugar nos momentos finais desse período, abrangendo até mesmo os sinais que antecedem o Dia do Senhor, dia esse que é colocado como um evento que ocorrerá imediatamente após a grande tribulação. (Mateus 24:29).


               OS SELOS


São descritos a partir do capítulo 6 do Apocalipse. Estando certa a nossa posição, os sete selos abrangeriam não somente os sete anos tribulacionais mas também uma parte do período pré-tribulacional, denominada de "princípio de dores" (comparar Mateus 24:7-10 e Apocalipse 6:1-11) e até mesmo parte de acontecimentos pós-tribulacionais, como os sinais cósmicos que antecedem o Dia do Senhor (comparar Mateus 24:29 e Apocalipse 6:12-17). Cremos firmemente que há uma estreita relação entre o sermão profético do Senhor Jesus e os sete selos do Apocalipse, abrangendo assim todos os principais sinais que ocorrem imediatamente antes, durante e logo após a tribulação, apontando para a gloriosa volta do Mestre.

Os quatro primeiros selos referem-se aos quatro cavaleiros do Apocalipse (Apocalipse 6:1-8). Acreditamos já estar começando a viver essa realidade, com o aumento progressivo das guerras, fomes e mortes. Esses primeiros quatro selos parecem estar intimamente ligados aos sinais do princípio de dores detalhados pelo Ungido, os quais irão se aprofundando. O resultado final da concretização desses quatro primeiros selos será a morte de ¼ da população mundial. 

O quinto selo (Apocalipse 6:9-11), descreve a súplica de cristãos que foram martirizados no decorrer da história por causa de seu posicionamento espiritual. Eles devem esperar um pouco mais de tempo, até que se complete o número daqueles que serão martirizados até o fim dos tempos, incluindo nesse contexto a Igreja nos últimos tempos. Esse selo aponta claramente para a perseguição histórica sobre a verdadeira Igreja, perseguição essa que se aprofundará no período tribulacional e começará mundialmente a partir da abominação desoladora ou começo dos 42 meses do poderio da besta (Mateus 24:15, Apocalipse 13).

O sexto selo (Apocalipse 6: 12-17), descreve uma grande comoção na Terra e no universo. Neste momento muitos despertarão para a realidade final. Fica implícita nesta passagem a manifestação de cataclismos surpreendentes, provavelmente gerados por deslocamentos orbitais e gravitacionais dentro do sistema solar. Fica muito clara a relação desse selo com os sinais que antecederão o Dia do Senhor (Mateus 24:29-30). Logo, esse selo abrange também acontecimentos que ocorrerão imediatamente após a tribulação de 7 anos.

O sétimo selo (Apocalipse 8:1-5), se subdivide em sete trombetas. No entanto, cremos que a cronologia tribulacional indica que a sétima trombeta e as sete taças finais são englobadas no sexto selo, cuja extensão, como já vimos, vai até o Dia do Senhor. Aqui, o sétimo selo parece não indicar uma ordem cronológica em relação aos primeiros seis selos, mas sim explicativa. O sétimo selo é caracterizado por um "silêncio" e, pela simbologia do número, parece aplicar-se ao próprio reino do Pai sobre a Terra. Entendemos que é um selo exclusivo do Eterno.


               AS TROMBETAS


Cremos que as trombetas se referem a eventos que ocorrerão durante a grande tribulação de 3 anos e meio, a partir do momento em que ocorrer a abominação desoladora (Mateus 24:15).

A primeira trombeta (Apocalipse 8:7), sugere um conflito nuclear, que destruirá a terça parte da Terra. 

A segunda trombeta (Apocalipse 8:8-9), parece ser conseqüência direta da primeira, gerando danos proporcionais às fontes aquáticas do planeta. No entanto, pode referir-se também a um vulcão ou tremor gerando o lançamento no ocêano de uma enorme massa de terra, como pode ocorrer, por exemplo, no vulcão "La Cumbre Vieja", nas Ilhas Canárias [1]. Um evento desse porte atingiria grande parte do Oceano Atlantico, causando mortandade tanto no próprio mar como nas zonas costeiras das Américas.

A terceira trombeta (Apocalipse 8:10-11), descreve "uma estrela" ardente caindo do céu como uma tocha. Acreditamos que possa tratar-se de um asteróide de pequeno porte colidindo com a Terra. De acordo com recentes descobertas astronômicas, existem atualmente alguns asteróides em rota de colisão com o nosso planeta. Apesar da probabilidade de colisão ser atualmente pequena, de acordo com a maior parte dos astrônomos, nos parece, à luz da palavra apocalíptica, que esse desastre possa acontecer, levando em consideração os profundos desequilíbrios que ocorrerão não somente no planeta Terra, mas também em todo o universo. 

Neste caso, da terceira trombeta, é narrado que os rios e as fontes de aguas, ou seja, agua apta para o consumo humano, serão atingidos em 1/3. Se considerarmos a grande possibilidade que se tratar da queda de um asteróide de grande porte com elementos nocivos, é coerente pensar que se trata de uma queda num local específico. Atualmente, com a notória escasez de agua potável no mundo, a única localidade que se encaxaria nesse contexto é a América do Sul, que detém 27% das reservas de água potável do mundo [2]. Uma contaminação generalizada dos rios da América do Sul, muitos deles interligados, e das bacias hidrográficas, poderia causar o que descreve a terceira trombeta.
A quarta trombeta (Apocalipse 8:12), à semelhança da segunda, é possivelmente uma conseqüência direta da trombeta anterior. Com a queda do asteróide ou meteorito, uma densa camada de poeira subiria, "escurecendo" o sol, a lua e as estrelas. 

A quinta trombeta (Apocalipse 9:1-12) parece descrever a atuação de anjos que estavam presos no abismo, assumindo formas físicas bizarras, destruindo e matando aqueles que não tiverem o selo do Eterno. Provavelmente, trata-se dos anjos descritos em Judas 1:6. Um grupo específico de anjos que, numa época remota, não guardaram o seu principado e deixaram sua própria habitação.

Na sexta trombeta (Apocalipse 9:13-21), continua a onda de destruição humana, agora encabeçada por quatro anjos, que possuem essa missão específica.  Essa trombeta mostra a morte de 1/3 da população mundial, principalmente como resultado da atuação de um exército de 200 milhões de combatentes, vindos de além do Rio Eufrates. Provavelmente, trata-se do começo da invasão chinesa rumo ao Oriente Médio.

A sétima trombeta (Apocalipse 11:15-19), se subdivide em sete taças ou pragas.


                   AS TAÇAS


Cremos que o derramamento das taças se dará logo após a grande tribulação, nos dias que separam o fim da grande tribulação e o retorno glorioso do Senhor Jesus. Será o clímax da ira do Altíssimo sobre os ímpios e o pecado.



A primeira taça (Apocalipse 16:2), descreve o aparecimento de uma chaga maligna que se manifestará naqueles que tenham a marca da besta (para maiores informações, acesse as páginas CONTROLE TOTAL e A MARCA E O NÚMERO DA BESTA).

A segunda taça (Apocalipse 16:3), descreve a contaminação total dos oceanos, num possível aprofundamento das conseqüências da segunda trombeta.

Cremos que a terceira taça (Apocalipse 16:4), é uma continuação do efeito anterior, com a destruição definitiva (até o começo do Milênio) dos rios e fontes de águas potáveis. 

A quarta taça (Apocalipse 16:8-9), sugere uma aproximação da Terra ao Sol, possivelmente causada por uma mudança em seu eixo ou mesmo em sua massa, decorrente dos cataclismos anteriores, aumentando assustadoramente a temperatura média do planeta. 

A quinta taça (Apocalipse 16:10-11), é um castigo específico contra o anticristo e seus auxiliares mais próximos, possivelmente abrangente à cidade que ele escolherá como capital mundial.

A sexta taça (Apocalipse 16:12-16), descreve os preparativos satânicos para a batalha final do Armagedom. É muito provável que o exército oriental descrito em Apocalipse 16:12 seja o chinês que, juntamente com as outras nações, será convencido pela besta a marchar contra Israel. Recentemente, foi noticiado que o governo chinês, caso seja necessário, poderá alistar grande parte de sua população ativa, com centenas de milhões de soldados. Como já explicamos nas páginas anteriores, acreditamos que o anticristo atribuirá à nação israelense a culpa por todos os males e maldições que estarão acontecendo na grande tribulação, convencendo essas nações através do engano espiritual de 3 espíritos malignos. Essas nações se reunirão no Armagedom. 

A sétima taça (Apocalipse 16:17-21), descreve o começo da destruição definitiva das forças do anticristo. Elas serão derrotadas no Armagedom por Cristo em sua segunda vinda em glória (Zacarias 14:1-21). Todo o sistema político-religioso do anticristo ruirá. A besta e o falso profeta serão lançados no lago de fogo e Satanás será amarrado por mil anos. A partir desse momento começa o reino milenar de Cristo em nosso planeta (Apocalipse, capítulos 19 a 22). Para mais comentários a respeito desses últimos acontecimentos, leia a página A SEGUNDA VINDA DE JESUS. 
                

              SEQUÊNCIA GERAL DE EVENTOS  


Observamos que muitas tentativas humanas de datar e determinar com absoluta precisão histórica como e quando ocorreriam os principais eventos escatológicos profetizados nas Escrituras, terminaram em fracassos. Entendemos que isso ocorre em função da finalidade das profecias bíblicas. As profecias visam fornecer, àqueles que obedecem ao Pai, uma idéia geral de como e quando ocorrerão esses eventos, para que a geração que os vivenciar possa, no momento certo, identificá-los e saber com exatidão o que está para ocorrer. As profecias bíblicas não são uma "agenda" de acontecimentos futuros pré-datados, mas uma revelação para que os servos do Senhor não sejam surpreendidos.

Não obstante esse princípio, percebemos que existe uma seqüência lógica de acontecimentos. Cremos que é dever de todo servo do Pai ter uma noção da ordem ou seqüência dos eventos profetizados, os quais foram revelados precisamente com essa finalidade: servir de esclarecimento e fonte de conhecimento para nós.  Por exemplo, em Apocalipse 17:13 está revelado que, num determinado momento, os 10 chifres entregarão sua soberania à besta. Já em Apocalipse 13:5, está revelado que a besta terá autoridade mundial durante 42 meses. Então, é lógico afirmar que antes desses 42 meses, é necessário que os 10 chifres já estejam consolidados, pois serão eles que entregarão a soberania política mundial à besta, sob influência direta de satanás (Apocalipse 13:2).

Daremos a seguir uma seqüência de eventos em ordem cronológica, abrangendo não somente o período tribulacional, mas também o período imediatamente anterior à tribulação. Novamente, alertamos que o nosso objetivo não é o de apresentar uma seqüência infalível e perfeita de como os acontecimentos se darão, e sim o de fornecer a você uma base de comparação entre as profecias e os acontecimentos globais, oferecendo um cenário geral.
 
Esperamos que este artigo seja, de alguma forma, útil para aqueles que estudam as profecias e levam a sério o que está expresso na Palavra do Pai. Anelamos que, quando esses eventos ocorram, você possa relacioná-los apropriadamente ao momento profético que estiver vivendo. No presente momento, cremos que já estamos vivendo aquilo que Jesus denominou de "princípio de dores" (Mateus 24:8), com a ocorrência cada vez mais profunda e sistemática de conflitos, terremotos e fomes em todo o mundo, o que está em perfeita relação com os 4 primeiros selos do Apocalipse (Apocalipse 6:1-8). O princípio de dores se prolongará até a grande tribulação.
 

1. PREGAÇÃO DO EVANGELHO A TODAS AS NAÇÕES (Mateus 24:14)  


A pregação das boas novas começou na Judéia, Samaria e se estendeu até os confins da Terra. Essas boas novas, de acordo com o Mestre, serão pregadas em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim. Colocamos, então, a pregação do Evangelho como o primeiro item dessa ordem seqüencial de eventos, indicando que, quando o Evangelho houver sido pregado a todas as nações, então já estaremos no fim do atual sistema e nos dias que antecedem a gloriosa volta do Salvador. Lembramos que o Evangelho será pregado até mesmo nos dias tribulacionais (Apocalipse 14:6). Então, o sinal da pregação do Evangelho deve ser entendido nessa dualidade. Ao mesmo tempo em que nos indica quando estaremos entrando nos dias que antecedem a volta de Cristo, esse sinal da pregação se estenderá literalmente até o fim, que será o dia da gloriosa vinda do Senhor.


2. COLAPSO INTERNACIONAL  (I Tessalonicenses 5:2-3)


Entendemos que, para que haja uma reestruturação que permita o domínio mundial por parte de um único sistema, é necessário que a atual supremacia dos EEUU se enfraqueça ou seja extinta. Ataques terroristas de grandes proporções, cataclismos, crises financeiras globais e outros fatores podem ocorrer de forma devastadora em qualquer país e estes fatores, aliados ou não à extinção hegemônica dos EEUU, poderão gerar um colapso político-financeiro sem precedentes no mundo moderno. Uma coisa é certa: é necessário que toda posição hegemônica e toda superpotência perca sua supremacia em função do futuro sistema global que será instaurado quando os 10 chifres entregarem seu domínio à besta. Isso se refere também ao atual sistema financeiro que reje o mundo.
 

3. FORMAÇÃO DOS 10 CHIFRES (Apocalipse 17:12-17)
 

Cremos que estamos às portas da consolidação dos 10 chifres. Trabalhamos com 3 hipóteses possíveis: A transformação do G-8 em G-10, a reestruturação do Conselho de Segurança da ONU ou o reordenamento global em 10 grandes blocos de países. Talvez, a configuração dos 10 chifres ocorra num cenário de colapso mundial sem precedentes.  


4. O SURGIMENTO DO ANTICRISTO (Daniel 11:21-23)
 

Não devemos confundir a revelação do anticristo, ocasião na qual esse ser se revelará em toda sua expressão maligna, com o surgimento do anticristo, o qual se dará num período anterior. Não faz sentido um líder surgir num dia e governar o mundo imediatamente no outro. Entendemos que, mesmo antes do período tribulacional de 7 anos, o anticristo surgirá no cenário internacional, como uma "excelente" opção de liderança para a necessidade global de paz e segurança.

Cremos que, em seu surgimento inicial, o anticristo está envolvido em alianças (muito provavelmente um pacto envolvendo Israel e Autoridade Palestina ou entre a União Européia e países árabes produtores de petróleo) e em lisonjas, mostrando uma grande aptidão de negociação, diplomacia e convencimento. Muito provavelmente o Templo judeu será reconstruído nessa época e o anticristo terá um papel importante nas negociações. A aliança revelada em Daniel 9:27 se encaixa nesse contexto e será o clímax da capacidade negociadora da besta. A máscara só cairá depois, em plena tribulação, como veremos mais adiante. Por isso, é importante estar alerta diante desses acontecimentos prévios. 


5. CONTROLE PAULATINO E GRADUAL    


Cremos que, antes da instauração oficial e institucional da marca da besta, a qual se dará no começo da grande tribulação de 3 anos e meio (Apocalipse 13:11-18), o controle sobre as pessoas, tanto no aspecto de identificação, como de movimentação financeira e rastreamento, será adotado gradualmente por várias nações ou até mesmo por grupos de nações.

Em muitos países já existem projetos pilotos para uma reestruturação dos métodos de identificação e monitoramento dos cidadãos, utilizando diversas tecnologias, como o microchip, a biometria, etc. Cremos que há um condicionamento paulatino e gradual da população para que, em determinado momento, as pessoas aceitem sem maiores questionamentos métodos de identificação e monitoramento invasivos. Atualmente, muitos já estão abertos á idéia de abrir mão de algumas liberdades individuais e da privacidade, para viver em paz e segurança.

Deixamos claro que essa adoção paulatina de mecanismos e tecnologias de controle sobre a população não é a marca da besta em si. A marca ou sinal da besta só será adotado no começo da grande tribulação de 3 anos e meio e virá acompanhado de uma aceitação e adoração espiritual intrínseca, muito provavelmente envolvida em assombrosas aparições e engano espiritual mundial. Mesmo assim, conclamamos a nossos leitores a não usarem nem aceitarem nenhum método de identificação ou controle que permita a localização instantânea daquele que o possui, principalmente se estivermos diante da adoção de algum mecanismo que tenha que ser colocado em nosso corpo (!)...
 
A razão é simples: Mesmo não sendo ainda o momento da marca da besta, a possibilidade de rastreamento de qualquer pessoa que esteja decidida a não adotar a marca da besta nem a adorá-la, ficará dificultada se, desde já, não aceitarmos em nosso corpo qualquer mecanismo de rastreamento. Aqueles que aceitarem esses mecanismos, correm o alto risco de se tornarem, num futuro muito próximo, alvos fáceis do sistema maligno da besta.
  

6. INVASÃO DE GOG (Ezequiel 38 e 39)
 

Cremos que, logo no início do período tribulacional de 7 anos, ocorrerá uma invasão contra Israel, promovida pelo "rei do norte", juntamente a vários países aliados. Há fortes indícios proféticos para sustentar que a invasão de Gog profetizada por Ezequiel é diferente daquela descrita em Apocalipse 20, e se refere à Rússia e aliados. Entendemos que, diante da queda da supremacia americana e dos acordos feitos entre a besta (ainda não revelada como tal) e os países do Oriente Médio (grandes produtores de petróleo), a Rússia decidirá atacar Israel de surpresa. O profeta Ezequiel nos mostra que Gog e seus exércitos serão sobrenaturalmente derrotados. 
                 

7. A REVELAÇÃO DO ANTICRISTO (II Tessalonicenses 2:3, Apocalipse 13:5) 


O anticristo só será revelado como tal a partir do começo da grande tribulação, a qual durará 3 anos e meio e, afinal da qual, o Mestre voltará para encontrar-se com a Sua Igreja, derrotar a besta e seu sistema e instaurar o Milênio.

A partir do momento de sua revelação plena, o anticristo perseguirá frontalmente a Igreja, exigirá ser adorado, instituirá a marca da besta, tudo isso com o apoio e a colaboração nefasta do falso profeta. Cremos que o evento que dará início à grande tribulação será a abominação desoladora, profetizada por Daniel e ratificada por Jesus (Daniel 11:31, Mateus 24:15).   

No tópico AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL, você encontrará mais subsídios relacionados com a cronologia profética. 

OBS: Este estudo foi atualizado em 05/06/12   

                                     

Em Cristo, 

Jesiel Rodrigues
 

FONTES

[1] http://super.abril.com.br/ecologia/se-tsunami-atingisse-brasil-445468.shtml

[2] http://www.jurisway.org.br/v2/dhall.asp?id_dh=1445



Saiba que o Altíssimo está no controle de tudo e de todos. Mesmo nos momentos mais difíceis, Ele estará conosco. A nossa salvação em Cristo é eterna. Nele, somos novas criaturas. Ele já venceu a morte. Ele é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na tribulação. Se você leu este artigo e ainda não tem a certeza da salvação eterna em Jesus, faça agora mesmo um compromisso com Ele! Convide-o para entrar em seu coração e mostrar-lhe a verdade que liberta. Veja porque você precisa ser regenerado e justificado, para viver a boa, perfeita e agradável vontade eterna do Criador e estar firme Nele diante de qualquer circunstância.